domingo, 5 de dezembro de 2010

Bússola

(Caderno de poezias)





Pois a rosa dos ventos


perdeu-se na noite.


Pois o astrolábio


não beijou ninguém.


Pois a temperatura


era quente, infernal.


Pois não havia escolhas


nem sequer caminho.


Pois o melhor a fazer


era poesia...


sem rumo, mas poesia.


Pensando bem, para que a bússola?


.

4 comentários:

Grasi disse...

A poesia é sempre um caminho...
Bjão e um domingo super iluminado:)

Curiosa disse...

então ficaste curioso, querido?
rsrs .... a VIDA é curiosa ...
(gostei daqui, adorei as palavras iniciais do cabeçalho, verdades .....)
bjiml

Renata Diniz disse...

Se seguirmos o coração, todas as veias e células o acompanham. Sobre o seu comentário na minha postagem "Caros e Raros" aprendo duas coisas: seus elogios são sinceros e a crítica nos impulsa a melhorar sempre. Obrigada pela sua presença marcante no Memórias.

angela disse...

A poesia para preencher a solidão, para ocupar aquele lugar que nada nem ninguém consegue alcançar, nem você mesmo e que a gente só se aproxima dele através do poema.
Bonito poema
Agradeço a visita.
beijos