terça-feira, 28 de dezembro de 2010

fronteiras

(caderno de poezias)



onde a mão alcança

os dedos tocam

a fome avança

e rompe a fronteira



onde o pensamento vaza

os medos brotam

o tempo passa

e risca a fronteira



onde o mundo estanca

os homens param

a esperança espanta

e rasga a fronteira



onde o nada perece

os mortos vivem

a vida esquece

e resta a fronteira

...

5 comentários:

A disse...

E nesse momento não há onde a mão não avance, onde os dedos não toquem... Amei, ler mais algumas das suas palavras entrelaçadas, desenhando poesia.

Grasi disse...

E resta a fronteira... sempre tem uma no meio do caminho, né?!
Bjão e uma super terça prá ti :)

Curiosa disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Curiosa disse...

onde a amizade se revela
os Sentidos resistem
a esperança renasce
a Existência se aquece


...

sim, tirei o aviso de 'conteúdo adulto' em meu blog. minha segunda tentativa de usar sem esse aviso .. (alterei isso depois do teu comentário, claro .. fiquei a refletir ..)

acho que a poesia não pode ser censurada. cada idade interpreta um poema conforme sua capidade cognitiva-afetiva-emocional do momento. então, mesmo frente a um poema considerado 'para adultos', cada indivíduo tem sua percepção singular e limitada acerca do abordado.

eu sofro pq eu gosto de usar imagens mais picantes ... e terei que deixar de usá-las ... estou tentando ... o tempo dirá ...

meu querido, grata pelo teu carinho ... desejo que tenhas uma ótima passagem de ano e um ótimo 2011, para ti e para os teus.

beijos,

Batom e poesias disse...

Sempre os limites...
Como seria a vida sem fronteiras?

Senti falta do seu conto de natal esse ano.

Feliz ano novo, poetinha.
bj