terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Fissuras

Caderno de poezias




Onde era a ordem surgiu o caos.
Paredes invisíveis, labirinto.
A delicadeza do tempo perdeu-se.
A cicatriz aberta.
Os olhos fechados.
Morte em vida, prisão na liberdade aparente.
Não se percebiam os odores típicos e pútridos.
Mas eles dominavam a atmosfera.
Eles dominaram a atmosfera.
Num canto ou noutro, fissuras abriam o solo
em riscos inexatos, em caminhos tortos.
Tortuoso, o meu destino apenas aguarda a sentença.
Viverei humano, imperfeito e egoísta,
com a imprecisão das minhas rupturas.

2 comentários:

Batom e poesias disse...

Destino selado mais pelo desafio que pela resignação.
Desumano...

Beleza de poema.
bjs

Milene Souto disse...

Jorge, amei sua forma de escrever! Suas palavras cativam e formam muitas imagens em nossa mente... Será um prazer te seguir. Abraços,
Milene.

http://melodiaemversos.blogspot.com