sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Paulistânia II




Respiro fundo a minha cocaína
-- a fuligem da atmosfera paulistana --
e alimento meu ego com o destino
coalhado de frios e calores;
tremores alcançam meu centro nervoso
ótico caótico catódico católico acólito;
aceno para o nada com a esperança
de um eco responder:
nada...
Eu nunca fui a Paris nem conheci Amsterdã
mas escrevi dores universais.
A fuligem chega ao cérebro feito confete.
Uma festa à impunidade.
Todo pecado será perdoado.
São Paulo, meu amor.




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