terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Paulistânia VI




Fecho os olhos e escuto a cidade.
A imagem sonora. Imaginária.
Sirene chuva buzina poça automóvel.
O fator humano -- alguém sopra ao meu ouvido --
diluído.
Um rio? Um mar? Uma queda d'água?
Uma fonte? Uma grelha? Uma sarjeta.
No silêncio da nossa morte,
uma flor branca e um tarja preta.
Quem abriu o portão de ferro?
Quem deixou passar a vida entre as grades?
Quem rompeu as amarras?
(Fui morar na Barra Funda,
na Barra Funda aprendi
que a Liberdade é mais acima)
Ouço a música da cidade
e vozes gregorianas cantam uma história sem fim.
A liberdade é mais acima...


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