quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Paulistânia VIII




Minhas palavras não ecoam no Anhangabaú.
Minhas palavras não chegam ao Jaraguá.
Minhas palavras são sussurros paulistanos:
narram causos da cidade,
contam histórias de amor,
divertem os mais novos,
trazem lembranças, espanam pó.
Minhas palavras são gritos do Ipiranga
em busca de outra liberdade.
São palavras desmedidas, despretensiosas, descoladas.
Palavras cruzadas com outras palavras.
Palavras que atiçam, desafiam, aventuram-se
pela garoa sem medo de resfriado.
Minhas palavras desconhecem a covardia.
Inflam-se de determinação e têm atitude.
Minhas palavras, 
doces palavras,
palavras fortes,
paulistânias palavras.

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