terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Ponto final



Nasce, por vezes, o poema do sonho
Às vezes a poesia vem do pesadelo
Em ordem direta ou invertida,
por mão única ou em via dupla,
vai e vem, vêm e vão palavras
e formas e ligas e rimas (essas nem tanto)
e sintaxes e morfologias e fonemas
e, de repente, a trilha e o encontro
do senso e do sensível:
a poesia vem do real e do imaginário
o poema funde metais em escultura
o poeta escuta os espíritos e as vozes
e o leitor dá o ponto final a todas essas reticências.


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