quarta-feira, 28 de maio de 2014

De abóbodas e de abóboras



Encaro o lustre,
como quem mira uma estrela.
Desato meus ídolos,
puxo pela memória,
brinco de fazer poesia.
Meus fantasmas, só meus.
Poetas e plasmas,
meus fantasmas, tão meus.
Trago rimas e sem rimas.
Faço pose de retrato.
Olho para o espelho, não me vejo.
Será que sou?
Será que fui?
Será?
Serei?
E de tantas questões,
tantas dúvidas,
perguntas,
indagações
e reticências...
Encaro o lustre como quem mira uma estrela.
Meu teto é um céu de látex.


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