quarta-feira, 28 de outubro de 2015

O último dos onze poemas da noite dos onze poemas. São Judas Tadeu valei-me.




São Judas Tadeu valei-me.

Tantas causas impossíveis,

tantas – que te peço abrigo.

São Jorge Guerreiro protegei-me.

Tantos inimigos, tanta iniquidade

– que te peço coragem e lealdade.

São Francisco de Assis, pai amado.

Pousa tua pobreza rica em meu pobre espírito

e me abençoa.

Sábia coruja vem trazer humildade na noite infinita.

Buda me lembra da paz que vive no outro.

Navegar, navegar.

Solto meu espírito pela noite

– sem pressa, sem destino.

Cristais, luas e sóis iluminam os caminhos.

A Natureza é mãe.

A Terra é avó.

O Universo é o todo.

Enquanto minhas filhas me observam,

eu lavo os olhos com a luz de seus corações.

Krishna sorri.

Santos, anjos, querubins me circundam.

Ciranda, ciranda celeste.

Foi preciso uma noite viva

para um poema nascer de mim.

A noite dos onze poemas é dádiva divina.

De joelhos agradeço.

Ofereço.

Ofereço-me.

Ofertório final.

A vida é um poema ritual.

Um poema parido na noite dos onze poemas.

Alguns santos, outros nem tanto.

Mas todos meus.

Obrigado, Deus.

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