quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Do riso covarde



Pode o riso ser forte, legítimo, 
firme como um homem reto,
doce como a verdade.
Pode o riso ser lúdico, desbragado,
valente como um marujo,
leve como a brisa.
Pode o riso ser deboche, até tolo,
ritmo tal qual sinfonia,
rimado feito poesia.
Nunca o riso covarde, escárnio do povo,
escuso no direito, escudo do poder.

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