quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Premeditâncias



Com pincel grosso aplico palavras
em muros de papel.
Há coisas que eu vejo que eu não vejo.
Paisagens e pessoas silábicas.
É fácil pintar poemas.
Premeditar destinos não.
Personagens me frequentam sem pudor.
Pudera, pudor...
Quisera derreter hipóteses e resolver o mundo.
Ou assumir a santa ignorância
e me perder em premeditâncias.

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