segunda-feira, 4 de abril de 2016

A febre da poesia




A poesia anda febril.
Agasalhada em adjetivos para sobreviver.
A poesia anda febril.
Fervilha suores e tremores os respondem.
A poesia anda febril.
Transpõe represas e transmuda horizontes.
A poesia anda febril.
Com seus espasmos e isquemias e ardores.
A poesia anda febril.
Arregaça as intenções e esgarça perdões.
A poesia anda febril.
E toma todos os cuidados para assim resistir.



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