domingo, 24 de abril de 2016

Tijolos




Dos tijolos da alma,
soltaram-se alguns.
Pedaços de pisos,
paredes, pilares.
Argamassas e rejuntes,
juntos foram.
E nem assim o muro ruiu.
Alma teimosa e urdida.
Horizonte riscado entre o pranto e o riso.
Morte. Vida. Amálgamas
de felizes e de infelizes.
Perdoem-se os deslizes.
Remontem-se os tijolos.
Absolvam-se penitências.
Que a poesia há de ser o cimento
da resistência.

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