sábado, 4 de junho de 2016

Dos pesadelos



Eu poderia oferecer minha cabeça numa bandeja.
Ou deixar a porta entreaberta para você me encontrar mutilado numa poça vermelha.
Também poderia incluir você ao meu lado no carro desgovernado que sai da estrada.
Ou marcar as pegadas de sangue até a janela quebrada do sétimo andar.
Quem sabe a sombra do corpo pendente no lustre da sala projetado na parede.
A banheira de água fria poderia envolver o que restou de mim para você.
São quatro horas da manhã.
Meu espírito vaga.
Na porta da geladeira há um recado.
O pão acabou.



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