sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Oceanos



Por todas as dores que cabem nas mãos,
navego mares turvos e mergulho abissal.
Para não ter lágrimas nem lamentos.

Meus rumos são correntes frias,
a tristeza que é minha é profunda.
Para um naufrágio anunciado.

Por tanto amor tamanha mágoa,
em palavras esculpidas nas falésias.
Para contar o passado das águas.   



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