domingo, 25 de setembro de 2016

Sem rumo




Por vezes esqueço onde estou.
Perco-me na geografia.
Entre um pesadelo bom e a realidade,
é difícil a poesia.
Sem bússola e sem caminho.
Palavras não pavimentam estradas.
A coragem calada.
A cilada. 
A cidade.
A cidadela.
Meus cabelos azuis brigam com o céu.
Na melhor das hipóteses, estou perdido.
Consolo e verdade daqueles que não estão sós.

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