sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Da última noite




Tem uma dor que a noite traz.
Insiste e persiste.
Finca âncora na lembrança
e um pé sobre o peito.
Desafia e derrota.
Dor rota e indelicada.
Indiferente em si.
Uma dor noite envolta em silêncio
e distância.
Léguas de trilhas desfeitas.
Vulcões.
Vácuos. 
Explosões.
Quem dera a dor dormisse.
Quem dera a dor aurora.
Quem dera a dor matinal.
Mas não.
Insiste e persiste a noite dor.
A dor noite.
A dor final.



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