sábado, 17 de dezembro de 2016

Da prateleira do destino




Por onde anda? 
Perdi seus dias.
Com eles perdi suas noites.
Noites destacadas em negrito.
Noites de amor em caixa alta.
Noites de rimas pobres tão expressivas.
Por onde andam as virgens de porcelana das lendas que não vivemos?
Perdi-me delas.
Pediram, não ouvi, nem houve.
Por elas desisti da realidade.
Pelas virgens alvas de porcelana.
Pelas tintas das telas e das paredes da cela. 
Por onde anda a vida de antes?
Perdi meu tempo.
Perdi o tempo que não foi meu.
Perdi um relógio e suas horas.
Você, as virgens e o relógio estão juntos em alguma prateleira do destino?

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