sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Velhos camaradas




Companheiros, camaradas.
Amigos de todo tempo.
De um tempo ido e não findo.
Amigos de todas horas.
De um tempo que não passa.
Juntam-se histórias.
Contam-se casos.
Amontoam-se carinhos.
Risos, beijos, mais risos.
Mãos em corrente.
Abraço coletivo. 
A lembrança do passado.
A boa nova do dia.
Um pergunta: isso dá poesia?
A resposta mora em nós.
Companheiros, camaradas.
Não são soldados nem marinheiros.
Prováveis heróis do cotidiano.
Ano após ano. 
Sem muros nem máscaras.
Os cabelos embranquecem.
As rugas brincam com as faces.
Os olhos se armam de lentes.
Sorriem com ternura.
E pequenas lágrimas comovem.
Como se movem os planetas.
Como as horas passam pelo dia.
Um pergunta: isso dá poesia?
A resposta vive em nós.
Companheiros, camaradas.
Irmãos de tantas jornadas.

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