sábado, 7 de janeiro de 2017

A noite dos mortos-vivos




A noite quente não me abandona.
Nem a agonia dos mortos-vivos.
Não há estrada.
Não há caminho.
Não  há.
Foram-se embora a humanidade,
a compaixão, a fraternidade.
Não somos irmãos.
Não somos dignos.
Não somos.
A noite é febre e minha consciência arde.
É tarde.
Melhor morrer.

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