quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Em se plantando, tudo dá



Da noite e do dia,
do ser ou não ser,
da cela ao escancarado portão,
do não e do consentir,
ao trocar os pés pelas mãos,
da matéria prima até reciclar,
do amor à indiferença,
por mal traçadas linhas,
nas quebradas do mundaréu,
céu, inferno, céu,
da zona cinzenta à luz vermelha, 
pelos desertos ou nas represas,
uma estrada, o hospício, a lanterna,
de momentos e sempiternos,
dos líquidos aos gases,
da solidificação até o éter,
da vida e da passagem,
da morte e das paragens,
do silêncio ou da melodia,
de todos os homens a todas mulheres,
tudo dá poesia.


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